NOTA DE FALECIMENTO:
Faleceu na tarde de ontem na cidade de Brasília, em sessão ordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a “nossa confiança no Judiciário”. Ela já vinha respirando por aparelhos desde que nossas representações foram sistematicamente arquivadas pelo Judiciário e pelo Ministério Público, porém havia a esperança de que o CNJ não se furtaria a um tratamento doloroso como o de abrir processo disciplinar contra uma magistrada.
Mas, na tarde de ontem, o CNJ arquivou mais uma vez nossa representação, afirmando que o caso de Maria Eduarda é triste e que coisas assim acontecem no País todo, mas eles não podem e não vão tomar nenhuma providência.
MAS….
Nós não paramos por aqui. ”Nossa confiança no Judiciário e no Ministério Público” pode ter morrido, mas acreditamos que aquilo que as autoridades se dizem impotentes para fazer, nós cidadãos, mesmo sem ajuda deles, vamos conseguir.
De nossa parte, seguimos na luta pela responsabilização das autoridades no caso da Adoção da Maria Eduarda, e pelas crianças institucionalizadas, freqüentemente vitimizadas, porque quando os Poderes que deveriam defender estas crianças da violência não o fazem, então cabe a cada um de nós assumir esta defesa, sempre lembrando a frase de Albert Einstein:
“O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito.”
Julio Cesar Hidalgo
(representante de um grupo que não vai se calar)
Novembro 8, 2008 às 11:00 am
O poder quando é violento, não é fraco, é o anti-poder, é o não poder.